quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Quinto Constitucional: ausência de escolha majoritária acirra trabalho nos bastidores

Passada a fase de formação da lista sêxtupla para a escolha do futuro desembargador do TJRN é chegada agora a segunda fase da disputa em que três dos seis candidatos serão escolhidos pelos atuais desembargadores para formar a lista tríplice a ser encaminhada à Governadora Rosalba Ciarlini. Entre as metodologias aplicadas para a escolha dos nomes, muitas teorias surgem como a que indica os três mais votados, mas pesa principalmente o apoio de bastidores com que cada candidato contará.

Uma das formas de escolha da lista bastante defendida por alguns candidatos à vaga durante a campanha é bem simples: a aprovação/permanência dos três mais votados dentro da lista sêxtupla. Apesar de estar de acordo com o que foi escolhido pela categoria dos advogados, esse sistema, encontra muitas barreiras e a primeira delas está na proximidade de votos entre os candidatos.

No universo de quase 4.000 votos, uma diferença de 59 entre o primeiro e o quarto colocado não permite que se fale em escolha majoritária da categoria.

E os desembargadores também possuem suas restrições, pelos corredores do TJ se ouve que eles não pretendem aceitar candidatos muito jovens. A tese, no entanto, esbarra na própria idade dos aprovados em que apenas dois dos seis possuem mais de 50 anos.

Por fim e com certeza mais importante, pesará o trabalho dos apoios de cada candidato que deverão cair em campo mais uma vez para defender os seus aliados. É nesse momento que se passa a perceber a diferença de peso entre cada um dos aprovados para a lista.

Enquanto a mais votada Magna Letícia conta com o apoio do procurador do estado Miguel Josino, a terceira mais votada, Marisa Almeida, é apoiada pelo procurador geral de justiça. Outro candidato com apoio de peso é Verlano Medeiros, nome defendido desde o início da campanha pelo advogado Erick Pereira.

Como disse Bruno Giovanni em seu blog, Erick é considerado um grande articulador de campanhas, uma verdadeira ‘águia de bastidores’ e poderá ser a chave da porta de frente do TJRN.

Fonte: Justiça em Pauta

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